Quando no ensino médio, um memorável professor de história sempre afirmava: “precisamos conhecer a História para entender o presente”. Nesse pensamento, precisamos conhecer o desenvolvimento da tecnologia ao longo do tempo para podermos compreender a tecnologia que usamos hoje.
Vai até a idade média a Fase da indiferença, que tem como principal traço a mistura entre arte, religião, ciência e mito. A metáfora desta fase é caracterizada pelo céu, cruz, trevas (utilizados pelo iluminismo para criticar o obscurantismo medieval) e a espada (que serve para ilustrar o poder da nobreza, da hegemonia da força bruta, o heroísmo). O conhecimento é divino, ou seja, concedido por Deus. É necessário analisar o crescimento e desenvolvimento da comunicação desvinculada, pois antes a escrita não tinha tanto fundamento como hoje. Nos aspectos econômicos a subsistência humana era garantida pela força de trabalho porque nesta época a economia girava em torno da posse de terra, cobrança de impostos. Esta fase é tratada por indiferença, pois era bastante dispersa.
A Fase do conforto corresponde à modernidade. É marcada pela dessacralização da natureza, a qual passa a ser explorada e transformada. Fazendo um panorama sobre a transição entre a Idade Média e o Iluminismo, é destacável este último. A metáfora desta fase, além da luz, é o relógio, pois serve como modelo para o cosmo e a sociedade de evolução linear. É surpreendente as transformações dos meios de comunicação e o surgimento da Web.
Por último a Fase da Ubiquidade (ou pós-modernidade): Corresponde a cibercultura e vincula-se aos usos das novas tecnologias na sociedade atual. Com toda esta modernidade de adquirirmos equipamentos cada vez mais minúsculos e acessos em lugares que antes eram considerados inacessíveis, cria-se um ambiente “always on”, ou seja, sempre conectado. Onde quer que esteja. A metáfora desta fase a REDE porque tudo “interconecta-se”. Na 1° fase da web os sites eram trabalhados como unidades isoladas, na web 2.0 há uma valorização às práticas cooperativas, aos diálogos e negociações. Uma interação mútua.
Baseado no ensaio: “Fases do desenvolvimento tecnológico e suas implicações nas formas de ser , conhecer, comunicar e produzir.” de Alex Primo.
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